sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Amores errados


Há alguns dias eu escrevi um texto intitulado por que o dinheiro?
Eu disse sobre apegos nas coisas materiais. Bom, logo depois de ter escrito, eu vi uma matéria esportiva que me chamou a atenção: no jogo aberto estava passando uma matéria da torcida do Corinthians que, acompanhando a saída do clube para o aeroporto, para o embarque no mundial de clubes.
Já no aeroporto, uma senhora disse “hoje posso morrer feliz. Aos 70 anos recebi o maior presente da minha vida, fomos campeões da libertadores, Corinthians é campeão da libertadores”.
Bem, não estou aqui para criticar a senhora nem o clube do Corinthians, a nação que é o Corinthians: mais Corinthians, Flamengo, São Paulo, Santos, Cruzeiro enfim, é só uma instituição, é um clube, não é um deus, ou melhor não é Deus.
Em outra matéria, um corintiano disse “Corinthians é minha vida é meu amor eu o amo mais que minha esposa, bem mais que minha família, amo mais do que amo minha vida”.
No mundo estamos acostumados a ver torcidas matando e morrendo por clube, em Belo Horizonte não me lembro de que estava parado no ponto se era o atleticano ou o cruzeirense: um passou e atirou no outro, só por causa de uma camisa, só por serem torcedores rivais.
Apesar de ser otimista, não acredito que isso um dia acabará ainda que procuremos ser pessoas melhores, ainda tem quem se orgulha em ser mau elemento.
Mais a questão é: será que um clube está acima da humanidade de uma pessoa? Quando aquela senhora disse, eu pensei: será que ela tem filhos, netos?
E o maior amor de algumas pessoas é um clube, um time de futebol. Onde será que vamos conseguir chegar com essa mentalidade?
PH SOUZA

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